quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Também já fui à Feira... Quer dizer, à Primark

Confesso que foi com agrado que recebi a notícia da abertura da Primark no Colombo, tão bem situada a 10 minutos a pé do estabelecimento de ensino superior que frequento, pois, fora isso, iria à Primark... nunca! Porque só o trabalho até chegar até ao Dolce Vista... Mais vale ficar-me por outra coisa qualquer.
Pois bem, deu-se então a sua inauguração - a loucura, a histeria, o apocalipse! Mas as pessoas pensaram que a loja ia abrir e fechar no mesmo dia ou...? - no entanto, só lá fui hoje, uma semana depois, inocentemente a pensar "bem, já passou uma semana, e é dia útil, portanto há-de estar mais calmo". Pausa para risos.
Primeiro de tudo, e aqui também coloco as culpas nos consumidores, qual é o fétiche da Primark para pôr as roupas em ambiente Feira dos Ciganos? Tudo remexido, as camisolas desdobradas e misturadas, uma bagunça total. Senhores, isto dá mau aspecto às roupas. É que ao estarem desarrumadas, parece que nem se vê nada e a pessoa segue para outro lado em vez de tentar encontrar algo para comprar. Posto isto, primeiro, contratem mais empregados para arrumar as roupas; segundo, pessoas que vão à Primark: sim, é possível ver roupas e procurar tamanhos sem revirar as prateleiras.
Depois, com duas camisolinhas no saco (ah, já agora, os vossos "shopping-bag" são uma treta. Tanto arame para quê? Que desconforto carregar com aquilo.) vou para os provadores. Fila enorme. Ai Jesus, tudo cheio até à pinha! Não, não... Os provadores até podem é estar vazios, tendo em conta que a fila se forma devido ao "protocolo do provador". Quem acha que o estado português é burocrático, nunca tentou experimentar roupa numa Primark. Os empregados contam as peças todas (até aqui, tudo bem) para vos darem uma ficha com o número de peças. Pobres das outras lojas que simplesmente têm fichas com diversos números já escritos. Ahahahah! Não, não, o que é fixe é introduzir uma ficha digna de quarto de hotel num leitor da parede e seleccionar o número de roupinhas a levar. Depois disso e de se entregar o shopping-bag a outro empregado, que entretanto nos dá outra ficha com o número do cabide, podemos prosseguir. Para sair, tem de se dar uma voltinha. Aí, mais um empregado confere a ficha do número de peças noutro leitor e, com a ficha do bengaleiro, dá-nos o saquinho das compras. Entretanto, faltam fichas à entrada. Oh, senhores!
Mudando de assunto para questões mais pertinentes: roupa e artigos. Lamento imenso que a loja esteja constantemente desarrumada, pois podem encontrar-se grandes achados. Mas, regra geral, a roupa é má. É gira, mas depois toco na camisola e se parece que estou a tocar numa palha de aço, nem pego na peça. No entanto, as camisolas de malha que vi eram fofinhas (óptimo!) e os casacos, se assentarem bem, são muito mais baratos do que nas outras lojas de fast-fashion. A verdadeira utilidade da Primark está noutras coisas: nas malas (baratíssimas em relação ao que se vê por aí - o pormenor de algumas alças não serem removíveis estraga a pintura, deviam resolver isso); nos acessórios, pois acho uma roubalheira haver colares de plástico a 15€ e mais; nos pijamas, mantas, robes, etc. (tudo quentinho e fofinho); e nas "coisinhas" - bolsinhas, malinhas, para levar porcariazinhas dentro da mala.

Não entendo a birra do grupo Inditex (ouvi boatos de ultimatos contra a abertura da Primark em certos centros comerciais), porque, acreditem, é que não substitui a Zara. Uma pessoa anda lá pelo meio da confusão perdida, olha para o relógio e pensa "fogo é tão tarde que já nem consigo passar H&M..."

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