segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Setembro é o meu Janeiro preferido




Este ano não fui à Festa do Avante, novamente. É o terceiro ano consecutivo em que inicio o meu mês de Setembro sem o fogo-de-artifício de “ano novo” que dá no domingo, no encerramento da festa. Porque Setembro é um segundo Janeiro do ano, e a Festa do Avante é o meu réveillon preferido.

Já reparam que Setembro foi sempre o mês em que começámos as aulas? Os novos ciclos e a entrada na faculdade. Na vida adulta, muitas vezes coincide com o fim das férias e o regresso ao trabalho e à rotina. É o fim do Verão e a época de fecho para balanço, reestruturação e recomeço. Em 10 dias de Setembro despedi-me do meu trabalho, fiz um curso de iniciação à astrologia e comecei a descansar para preparar a minha mente para o que aí vem.

Os Setembros dão-me para refletir e definir novos objetivos. A um nível interno, quero que Setembro me traga responsabilidade, a noção de ter os pés na terra e, de um modo geral, mais tino para a minha cabeça. Como objetivo físico, espero que neste mês consiga encontrar uma atividade desportiva que me arranque do conforto e da minha entrega crónica à preguiça. Quero terminar 2018 a cuidar de mim e a fazer aquilo que gosto. Quero trazer para a minha vida um pouco de paz e segurança, bem como parcelas de felicidade que sinto que me têm faltado. Quero o Inverno tranquilo, trabalhador e empenhado – mas nunca workaholic – e, acima de tudo, feliz.

Feliz ano novo!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

5 contas para seguir no instagram


Este post era para ter sido escrito e publicado no início do ano. O meu objectivo era enquadrá-lo na vibe do ano novo, quando a malta se está a despedir das coisas que quer manter no passado e a limpeza abrange as redes sociais. No entanto, aquilo que eu trago não são dicas para deixarem de seguir páginas ou pessoas nas redes, mas sim mostrar cinco contas que deviam estar a seguir no Instagram.

Sem nenhuma ordem a particular, aqui ficam:
  
A questão aqui é: ainda não seguem? Tenho em ideia que esta deve ser a página portuguesa de memes mais seguida a nível nacional. Humor tão simples (e, vá, javardo…) que todos os posts são pérolas. A dada altura deixei-me de merdas e comecei a segui-los de uma vez por todas. Além do post em si, aquilo que mais me diverte é a atenção aos detalhes: tenham em atenção as hashtags e a localização de cada post. A porra da localização!



Este é o projecto de uma pessoa muito querida para mim. É uma arte que reconheço que não é para todos, mas desafio-vos a ir além do choque inicial e mergulharem no pensamento da artista. O humor ácido está sempre presente, bem como as reivindicações feministas. Se não fosse tão pouco decoroso, já tinha aparecido num P3 como mais uma ilustradora millennial com cartoons que valem a pena seguir. A boa notícia é que podem comprar os trabalhos (online ou em alguma feira, vão seguindo pela página) e oferecer aquela prenda marota ao crush.




É a conta da linha de maquilhagem da Kat Von D. Alguns antigos, como eu, lembram-se da Kat Von D como a tatuadora carismática do Miami Ink, que dava no People+Arts. Pois bem, entretanto ela também se meteu na indústria da beleza e tem uma linha de maquilhagem L-I-N-D-A da qual eu tenho a módica quantia de zero produtos (ah ah ah). Nos entretantos, vou arregalando os olhos com o perfil de Instagram da marca que, além da estética impecável das fotografias, ainda tem caralhadas no copy. Como não amar?



Às vezes fico nostálgica e dá-me vontade de voltar aos últimos meses de 2009 quando via o episódio da noite de Sexo e a Cidade, no canal Sony (já é a segunda referência a um canal televisivo que já morreu, depois não querem que me sinta velha e cansada). Para resolver essa saudade crónica felizmente encontrei esta conta, que publica cenas da série. É só isto? É, mas é tudo aquilo que eu preciso para melhorar o meu dia.



Apesar de não ter escrito as contas com nenhuma ordem em particular, acho que deixei a melhor para o fim. Eu recomendo esta conta a toda a gente, mas para quem anda de transportes públicos é obrigatória! Um arquivo, com contribuições dos seguidores da página, que mostra o que mais de bizarro se encontra nos metros deste mundo fora. Tenho-vos a dizer que, à vista de muita coisa que aparece neste perfil, somos muito calminhos e bem comportados.



Já conheciam alguma das contas? Que outras recomendam?

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia do Livro - Desafio A Sofia World

A Sofia, que é uma querida, convidou-me para participar no seu desafio do Dia do Livro, apesar de eu ter um total de dois leitores e uma publicação nova de cada vez que há lua cheia conjugada com mercúrio em Gémeos em quadrante com eu não ser uma preguiçosa de merda. Adiante! Obrigada, Sofia, por me teres feito pensar num texto e actualizar aqui a barraca.

Assim sendo, e respondendo ao seu desafio, aqui ficam os livros que correspondem às categorias que a Sofia pediu que nomeássemos:


O livro que tenho há mais tempo

Harry Potter e a Pedra Filosofal - J.K. Rowling
É verdade, este livro anda cá por casa desde que me lembro. Confesso que, apesar de ter sido uma fã nata de Harry Potter desde o lançamento do primeiro filme, só li a saga quando já estava no 10º ano. (Eu sei…) Mas como acho que mais vale tarde do que nunca, tenho-vos a dizer que gostei muito dos livros, que contam uma história mais rica e pormenorizada do que os filmes. Curiosamente, acho que a Pedra Filosofal foi o título que menos gostei, talvez porque a linguagem do livro está mais infantil do que nos restantes. Eu notei que, ao longo da saga, e com o crescimento das personagens, também cresceu a complexidade linguística dos livros.


O livro que tenho há menos tempo

Call Me By Your Name – André Aciman
Foi-me oferecido nos meus anos, por isso é o mais recente na minha biblioteca pessoal. Não me vou alongar porque este vai entrar mais à frente, outra vez.


O livro que li mais vezes

Os Maias – Eça de Queiroz
Não tenho o hábito de reler livros, por isso esta categoria era a mais complicada para mim. Ainda assim, deixo aqui Os Maias que eu pensava estar agora na segunda leitura mas que me apercebi que afinal é a terceira. Eu li Os Maias pela primeira vez no Verão antes do 11º ano, para me ir preparando. Depois, reli efectivamente durante as aulas quando demos a obra. Há uns meses voltei a pegar nele, e está aqui na mesa-de-cabeceira junto a mais uns dois que comecei e ainda não acabei. Gosto muito d’Os Maias porque são para a sociedade portuguesa aquilo que um vestido preto é para a moda: sempre actual. A minha personagem preferida é o Ega.


O livro que emprestei e não voltei a ver

Como um romance – Daniel Pennac
Como nunca mais o vi, não o consigo incluir aqui na minha pilha… É um livro engraçado precisamente sobre livros, ser-se leitor e hábitos de leitura. Andava aqui por casa e peguei nele depois de, numa aula de Português, termos falado dos “Direitos do Leitor”, que eram transcritos desta obra.


O livro que já devia ter lido

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
Trouxe-o comigo da Feira do Livro de Lisboa algures em 2010. Num Verão li cerca de 20 páginas. Está na minha estante desde aí. É isto.


O livro com mais valor sentimental

Call Me By Your Name – André Aciman
É aqui que nos voltamos a encontrar. Eu li o livro depois de ter visto o filme. Se acharam que o filme foi pesado emocionalmente, então o livro vai-vos dar uma tareia. Sei que a mim deu, porque vivi pelos olhos do Elio algo que também estava a viver a nível pessoal. Houve passagens neste livro que me fizeram literalmente sentir apertos no estômago. As lágrimas nos olhos também era uma constante. Estou até hoje a tentar decidir se faço todo um só post sobre isto ou não. À parte disto, foi o primeiro livro que li em inglês e fiquei orgulhosa de mim mesma pela facilidade com que desempenhei esta tarefa.


O livro que foi uma autêntica pechincha literária

Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Comprei-o numa feira do livro organizada pela minha escola secundária. Algures entre 1,5€ ou 2€, confesso que agora não me lembro bem. Trouxe este e O Diário da Bridget Jones, que não apresento aqui pois queria manter a lista eclética. Eheheh. Adiante. Por menos de 3€ tenho na minha estante um clássico da literatura, que devia francamente reler, pois à luz dos meus 17 anos temo que não tenha sabido apreciar devidamente esta obra.

E pronto, aqui fica a minha pequena contribuição. Se eu tivesse de acrescentar mais algumas categorias seriam:
- Livro aclamado pela crítica mas que tu odiaste: O Perfume (cruzes)
- Livro que começaste várias vezes e nunca conseguiste acabar: O Hobbit (“Bilbo Baggins vivia num buraco, mas não num buraco qualquer. Era um buraco de Hobbit. Arrumado e chato como tudo porque nunca consegui passar desta página. Toda a gente tem pesadelos com a descrição do Ramalhete, claramente nunca leram a descrição do buraco onde vivia o Bilbo Baggins. My precious.”) Citei de cabeça, mas acho que não falhei por muito.

Espreitem também as participações dos outros bloggers e boas leituras!

Carolayne Ramos - Imperium (http://nouw.com/imperium)
Sofia Silva - Ensaio sobre o desassossego (http://ensaiosobreodesassossego.blogspot.pt)
Cherry - Life of Cherry (http://www.lifeofcherry.pt/)
Andreia Morais - As gavetas da minha casa encantada (http://asgavetasdaminhacasaencantada.blogspot.pt)
Ana Garcês - Infinito Mais Um (http://infinitomaisum.com/)
Joana Sousa - Jiji (https://www.jiji.pt/)
Rita da Nova - Rita da Nova (https://ritadanova.blogs.sapo.pt/)
Tim - Devaneios da Tim (http://devaneiosdatim.blogspot.com/)
Sofia Ferreira - Por onde anda a Sofia? (http://porondeandaasofia.blogspot.pt)
Inês Mota - Bobby Pins (http://bobbypinss.blogspot.pt)
Filipa Maia - Deixa Ser (http://deixaser.pt)
Sónia Pinto - By The Library (bythelibrary.com)
Daniela e Artur - Palavra-Padrão (http://www.palavrapadrao.com/)
Maria Moreira Rato - Estranha Forma de Ser Jornalista (http://estranhaformadeserjornalista.blogspot.com/)
Margarida Pestana - Margarida Pestana (http://margaridapestana.pt/blog/)
Marli Neves - My Own Anatomy (http://www.myownanatomy.com/)
Dalila Melfe - Miss Melfe (http://missmelfe.blogspot.pt/)

sábado, 31 de março de 2018

A importância de sermos inteiros

Imagem algures do We Heart It


Costumava achar que havia um fatalismo quando começamos uma relação com alguém: ou corre tudo bem, e dura para sempre. Ou, por algum acaso dos tempos e da vida, as pessoas afastam-se, cortam relações, ou simplesmente desaparecem da vida umas das outras. Atenção que falo aqui do conceito de “relação” num sentido mais lato do que o meramente romântico. Incluo aqui relações interpessoais de qualquer tipo: familiares, com amigos, colegas de trabalho e, eventualmente, alguém com quem partilhámos algo íntimo ou romântico.

Tal como estava a dizer, achava que esse era o único fatalismo de uma relação. No entanto, tendo em conta que já tive a minha dose de afastamentos de pessoas da minha vida, acrescento outro tipo de desgraça: ficarmos a gostar de coisas que começámos a gostar por causa de determinada pessoa. Dando o meu exemplo: é-me impossível ouvir música electrónica sem me lembrar perfeitamente de quem me introduziu esse gosto. Da mesma forma, a série Skins está bastante marcada num determinado período da minha vida e associada a uma pessoa em específico. E isso nem sempre é mau, podemos recordar com carinho, caso tenha sido uma separação natural. Ou, se a lembrança for menos boa, podemos simplesmente assumir que agora esse nosso novo “gosto adquirido” é 100% nosso e esquecer quem no-lo trouxe.

De qualquer forma, e não querendo parecer uma loba solitária, é por isto mesmo que acho importante que nos formemos enquanto indivíduos unos. Isto é um bocadinho redundante, não é? Indivíduos unos. Mas o que quero dizer é que é importante passarmos tempo sozinhos, conhecermo-nos a nós próprios, à nossa personalidade e saber aquilo de que gostamos. Eventualmente mais alguém irá sair da nossa vida e vamos acabar por precisar de nos refugiar algures, para podermos encher a cabeça de coisas que não nos tragam memórias dolorosas.

Apesar de haver muita coisa da minha vida que aprendi a gostar devido a outras pessoas, tenho de confessar que, de uma maneira geral, acho que as minhas coisas preferidas eu descobri sozinha. E é a elas que volto quando não estou nos meus dias. Então hoje trago-vos uma pequena lista das coisas que são só minhas e que gosto por mim e para mim:

- Ouvir Lana del Rey
- Ver os vídeos antigos dos Gato Fedorento
- Ter hábitos de leitura e gostar da companhia de um livro
- A série Mad Men
- O Game of Thrones
- Caraças, até o Riverdale
- O Twitter
- Tudo relacionado com a área da comunicação, marketing digital, etc e tal
- Escrever
- Gostar de cinema mais indie
- Querer aprender italiano
- Maquilhagem
- Toda a temática do veganismo e ambientalismo
- Feminismo
- Astrologia e umas cenas assim mais esotéricas (uuhuuu)
- E muito mais…

Posso até conhecer pessoas com quem partilho estes gostos e estes tópicos de conversa. E ainda bem! Mas, se essas pessoas forem embora, sei que na essência são coisas minhas, que eu aprendi a gostar e que me acalmam e fazem feliz. Como apanhar conchinhas na praia e guardar num frasco, no quarto. Desculpem, é que já estou a ressacar com falta de Verão.

E vocês? Quais são as vossas coisas que vos fazem sentir inteiros?

quinta-feira, 8 de março de 2018

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER MILLENNIAL

via GIPHY


Olá a todos. Ou todxs, se quisermos ser mesmo super inclusivos e pós-modernos. Porra, já começo assim? Não pode ser. Enfim. Olá. Puxem uma cadeira, bebam mais um copo, fiquem confortáveis. Hoje é dia 8 de Março de 2018. Hoje assinala-se o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Desde 1995, assinala-se também o dia dos meus anos. É verdade, hoje faço 23 anos. Obrigada, sim estou a ter um bom dia. Bom, na medida do possível, já que hoje é dia de trabalhar. Deixem-me apresentar. Desculpem ocultar o nome, ainda sou do tempo em que se era blogger anónimo. Nem sei porque oculto se basta aparecerem no meu Twitter para saber. Vá, pronto, sou a Rafa. Tenho 23 anos, acabados de fazer hoje mesmo. Sou millennial. Preencho os critérios todos: estagiária mal e porcamente remunerada, ansiosa pela revolução, leu todos os Harry Potter e sim, dona de um iPhone. Não sou nova na blogosfera, nem na escrita. Acho que escrevo diários praticamente desde que aprendi a escrever. E escrevo blogs desde que aprendi o que era um blog, num episódio dos Morangos com Açúcar. O meu primeiro blog era uma coisa esquisita, quase um diário mesmo. Felizmente nunca chegou a ter visitas. Com 12 anos criei um blog de homenagem ao High School Musical, que mantive durante um bom tempo. Era bastante popular, tinha muitos leitores, sentia-me uma web celeb. Eventualmente cresci dessa fase e criei outro, mais pessoal, mais na onda do que era um blog “a sério”. Durou toda a minha fase estranha da adolescência, a Adolescência Parte I, que dura aí até aos 16. Depois afastei-me disso. Tentei ter muitos outros blogs. Tive um blog de moda, que contou com um total de quatro publicações ou coisa que o valha. Tive um blog a imitar o d’A Mulher Certa, que não resultou. O meu último blog pegava numa alcunha que alguém um dia me chamou, ainda tentou viver, mas decidi matá-lo. (Podem ver os seus restos mortais ao navegar no histórico de posts deste mesmo, que nasceu das cinzas do defunto.) Não me fazia sentido, já não me sentia assim. Como é que eu me sinto? Nem sei. Só sei que desde que apareceu o conceito de millennial, que gosto dele e de fazer parte dele. E adoro todas as notícias cujo título dizem que a geração millennial “está a matar” mais uma indústria. Posto isto, juntei as duas coisas e cá estou. Prometo tentar agarrar isto de frente e não deixar fugir, até porque já tenho uns quantos posts agendados. Não sei o que vai sair daqui, não prometo nada. Alguém leu isto? Se sim, obrigada por chegarem até aqui. Bem-vindos, queridos Millennials*.




*Millennails, baby-boomers, Gen Z, venham todos que há espaço que chege.