sábado, 17 de agosto de 2013

Sobre a Judite

Cheguei à Internet e estava o caos instalado e a Judite de Sousa a ser apedrejada em praça pública. Foi tudo por causa de uma entrevista que a senhora deu a um milionário excêntrico chamado Lourenço, Lorenzo??, e que não correu da melhor maneira. Ao invés de uma entrevista, na qual a jornalista tem de manter um tom e uma atitude imparciais, assiste-se antes a 15 minutos de ataques pessoais e lavagem de roupa suja em directo. Mau, muito mau. Posto isto, tenho apenas alguns factos a apontar:

1º - Eu bem sei que estamos na silly season, os políticos estão de férias, não se passa nada e as notícias sobre as festas em Alguidares de Cima já enjoam, mas a sério que damos tempo de antena a milionários excêntricos que gostam de fazer festas de anos caras e de gastar o seu dinheiro? Somos assim tão pequenos que, uns zeros a mais na conta bancária dão bilhete directo para uma entrevista num telejornal? Acho que já há um programa sobre festas de anos over the budget... Na MTV.
2º - Judite, cara Judite. Tinha-a em consideração como uma jornalista respeitável. A senhora esteve mal. Já dizia o Daniel Oliveira (o político, não o choramingas) que quando um jornalista não consegue pôr de parte a sua opinião, se deve afastar do jornalismo e dedicar-se ao comentário.
3º - Em Portugal é proibido ser-se rico. É proibido ter dinheiro, muito menos usá-lo. Deus nos livre! Ai, que o moço não ajuda os pobrezinhos, ai que as criancinhas passam fome, ai os jovens desempregados! E a culpa é destas pessoas que têm dinheiro? Parem de acusar quem não tem responsabilidade nenhuma. Ter dinheiro não é sinónimo de se ser pai dos outros 9,999,999 portugueses. Sabem de quem é a culpa e quem tem a responsabilidade de nos garantir uma vida condigna? Os políticos. Sim, esses. Culpem-nos a eles, chamem-lhes nomes, julguem-nos. Porque esses é que são eleitos por nós para fazer o melhor por nós. Supostamente.

De resto, não tenho nada a acrescentar. Posso só dizer que ser rico e ser exibicionista são coisas diferentes. E que é possível fazer-se festas de anos muito caras sem necessitar de mostrar. Mas isso já depende do decoro e da classe de cada um.

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